Balões ameaçam a segurança da aviação brasileira

20 JAN 2017
20 de Janeiro de 2017

Apesar de ilegal, soltar balões continua sendo uma prática muito comum e que ameaça a segurança de pessoas na terra e no ar. Eles são um risco para a aviação: no ano passado, 174 balões foram apreendidos pela Polícia Militar no estado de São Paulo, 74 deles perto do aeroporto Internacional de Guarulhos. Desde o início do ano já foram notificados sete balões na rota dos aviões; alguns caíram perto de tanques de combustíveis  e de turbinas de aviões .

Os balões podem ser sugados pela turbina, inutilizar sensores que ficam do lado de fora da fuselagem ou ainda atingir peças das asas que são fundamentais para o controle da aeronave. O risco está associado ainda à necessidade de realização de manobras evasivas para se evitar colisões, que são agravadas caso ocorram durante os procedimentos de pouso e decolagem.

As empresas aéreas trabalham no treinamento desses tipos de manobras com os seus tripulantes, na capacitação de seus colaboradores para identificar e notificar o problema e em campanhas de conscientização da população. Recentemente, a Federação Internacional das Associações de Pilotos de Linhas Aéreas  rebaixou a qualidade do espaço aéreo brasileiro em razão da grande incidência de balões. Apesar de não existirem registros recentes de acidentes na aviação comercial brasileira relacionados ao artefato, a decisão da federação atesta a importância do tema.

O apontamento chama a atenção para a tomada de ações mais incisivas pelas autoridades e serve de alerta para que aeronautas de todo o mundo redobrem a atenção ao voarem no país. A prática baloeira é crime ambiental, previsto também no Código Brasileiro Aeronáutico por oferecer risco a segurança do espaço aéreo.

Quem for flagrado fabricando, vendendo, transportando ou soltando pode ser preso por até três anos e pagar multa. O especialista em segurança da Aspomil, Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves,, adverte para que o poder público reforce a repressão desse tipo de crime e puna os envolvidos na soltura dos balões. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, no ano passado foram aplicadas R$ 1.200.000 em multas.

O conteúdo desta matéria earquivo de áudio mp3 (em anexo), foi produzido com qualidade jornalística e qualidade de áudio para utilização livre e gratuita, disponibilizados  por e-mail para esta emissora.

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, é especialista em segurança e dirigente da Aspomil, Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo.

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