Deputada Márcia considera inadmissível violência contra sem teto

20 JAN 2017
20 de Janeiro de 2017

Deputada estadual critica ação da polícia, que retirou a força cerca de 700 famílias que ocupavam área em São Mateus. “Elas não estão lá porque querem”

 

A deputada estadual Márcia Lia criticou, por meio das redes sociais, a reintegração de posse de cerca de 700 famílias em São Mateus, na Zona Leste da capital paulista, na manhã desta terça-feira (17). “Vivemos um dia muito triste para a cidade de São Paulo”, afirmou ao considerar inadmissível a forma como foi feita a reintegração “porque havia a possibilidade de uma negociação”. Policiais militares desocuparam a área ocupada por cerca de 3 mil pessoas com o uso de força e bombas de gás lacrimogêneo.

“Vivemos em um estado que não garante os direitos fundamentais de seus cidadãos, que não garante moradia, que não garante saúde, que não garante educação de qualidade, mas é um estado que garante a violência”, afirmou em vídeo. Segundo a deputada, o problema estava sendo articulado com o Judiciário, inclusive o Ministério Público, para a suspensão dessa reintegração. Márcia Lia é coordenadora da Frente Parlamentar pela Habitação e Reforma Urbana, na Assembleia Legislativa de SP, e reafirmou seu apoio ao direito de todos à moradia.

Márcia Lia reiterou ser inadmissível a ação da polícia, que “chegou agredindo as pessoas, debaixo de chuva; crianças, idosos, mulheres, todos foram arrancados de seus barracos. É inadmissível que as coisas se deem dessa forma; é inadmissível que não se tenha sensibilidade pra essas situações num estado onde ele deveria ser o tutor; deveria ser aquele que provê a moradia para as pessoas”, afirmou. A deputada ressaltou, ainda, que “essas pessoas estão lá não porque elas querem, mas porque elas não têm pra onde ir, não têm onde morar”.

No mesmo vídeo, a deputada também criticou a detenção de lideranças que lutam pelo direito humano a uma moradia, como o coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, que defendia a mediação do conflito.

 

Bancada repudia

 

A bancada dos deputados estaduais do PT na Alesp divulgou nota, assinada pelo líder José Zico Prado,  manifestando “total repúdio a atuação de extrema violência e truculência da Polícia Militar comandada pelo governador Geraldo Alckmin na manhã desta terça-feira,17/01, contra a população pobre que compõe a comunidade Colonial, integrada por 700 famílias, da zona leste da cidade de São Paulo, despejadas de suas casas e defendidas pelo líder do MTST Guilherme Boulos, preso arbitrariamente.

 

A ocupação Colonial abrigava mais de 3 mil pessoas, entre crianças e idosos e estava sendo mediada por Boulos que foi detido ilegalmente acusado por incitação à violência, numa lógica de criminalização dos movimentos sociais, aos moldes que remontam ao período da ditadura militar.

Além de negar o direito constitucional à moradia o governo Alckmin patrocina cenas lamentáveis de violência, ataca e despeja nas ruas mais 700 famílias neste no momento de recessão e desemprego que assola o país, numa demonstração de insensibilidade com a situação da população carente.

Os deputados estaduais do PT se colocam na fileira da batalha contra a opressão à população pobre, periférica e criminalizada; está ao lado dos trabalhadores e seus defensores como o companheiro Guilherme Boulos.”


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