O governo do Estado e a falta de policiais

29 SET 2016
29 de Setembro de 2016
A falta de policiais é recorrente no estado de São Paulo. A Polícia Militar deve fechar o ano com 4 mil policiais a menos do que o efetivo fixado em lei – que é de 93,8 mil homens. Todo ano, um grande número de homens se aposenta ou deixa a corporação. Para enfrentar esse problema, o Governo do Estado precisa realizar novos concursos para acabar com os chamados claros no contingente.

Situação identifica se verifica também nos quadros da Polícia Civil, onde há a falta crônica de escrivães. São eles os responsáveis pelo registro de ocorrências e, principalmente, pela organização dos inquéritos policiais. A falta deles provoca o acúmulo de trabalho em delegacias do interior e da capital, aumentando o acervo de casos em andamento e diminuindo a capacidade de conclusão de inquéritos, afetando a capacidade da polícia de esclarecer delitos.

O governo de São Paulo não se preocupa em aumentar o efetivo das policias. Isso  sobrecarga o trabalho nos quartéis e delegacias, que  se empenham como podem para atender a população. Mas a contínua redução do efetivo prejudica o bom desempenho do trabalho policial. Cada homem é obrigado a se desdobrar para executar a tarefa de dois ou três. O prejuízo é da sociedade, que vê a escalada criminosa avolumar-se e diminuir o grau de resolutividade da máquina policial.

Há quatro anos o governo paulista não concede aumento de salários aos policiais. Há muito tempo recorre a abonos que atendem temporariamente parcelas da classe e não resolvem o problema. Tal situação obriga o policial a fazer bico na sua folga para complementar sua renda, destaca o Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, dirigente da Aspomil. Instituições fundamentais, como o Hospital Militar, estão sucateadas e ainda não entraram em colapso porque as entidades policiais contratam médicos, adquirem equipamentos e assumem outros compromissos que, a rigor, são do Estado.

O governador Geraldo Alckmin precisa, com urgência, voltar suas vistas para a situação. Não basta dizer que o Estado se encontra no limite do seu orçamento. É preciso redefinir prioridades e buscar recursos onde for possível, para evitar que a guerra urbana da marginalidade torne São Paulo inviável.

O conteúdo da matéria em anexo, em  arquivo de áudio mp3, foi produzido com qualidade jornalística e qualidade de áudio para utilização livre e gratuita, disponibilizado  por e-mail para esta emissora.

* Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, é especialista em segurança pública e diretor da Aspomil, Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo.

Av. Celso Garcia, 3.976 – Tatuapé – SP – CEP 03064-000
Fone (11) 3562-6005 - Email aspomil.radio@uol.com.br
Voltar


Copyright © 2011 ONLINE PRODUÇÃO -   Todos os direitos reservados. O conteúdo deste site não pode ser copiado de forma diferente da referência individual comercial com todos os direitos autorais ou outras notas de propriedade retidas, e depois, não pode ser reproduzido ou de outra forma distribuído. Exceto quando expressamente proibido acima, você não deve de outra forma copiar, mostrar, baixar, distribuir, modificar, reproduzir, republicar ou retransmitir qualquer informação  contidos neste site ou qualquer parte deste em qualquer meio eletrônico ou em disco rígido, ou criar qualquer trabalho derivado com base nessas imagens, texto ou documentos, sem o consentimento expresso por escrito da ON LINE - Produção.