ESTILO ALTERNATIVO, QUAL É O SEU?

28 JUL 2016
28 de Julho de 2016

ESTILO ALTERNATIVO

O estilo alternativo, muitas vezes incompreendido pela grande massa social, vem conquistando espaço nos dias de hoje, mas ainda há muito preconceito para com os adeptos desse estilo.

É uma nova conduta que veio para derrubar rotulações, dando liberdade e prazer de se vestir sem seguir padrões, porém, com estilo e sem deixar de ser você mesmo(a). E por essa liberdade de escolha muitas pessoas adotaram o estilo alternativo sem se importar com rótulos ou tabus.

O estilo alternativo não se restringe à maneira de se vestir, mas também dá  liberdade de escutar a música que se quer, usar a maquiagem desejada, ter o cabelo do corte ou cor escolhida, sem necessidade de se encaixar em “tribos”, seguir ideologias ou modos de vida. Por essa liberdade de expressão, existem alternativos mais básicos, mais Scremos, mais Punks, mais Emos, mais Góticos, mais Coloridos e por aí vai...

Quem segue o estilo “Colorido”, muitas vezes, é considerado como adepto de “modinha” e não Alternativo de fato, pois são pessoas que optam por algo momentâneo como o “cabelo colorido”, que está ganhando mais espaço no mundo fashion, mas logo sairá de moda e as pessoas deixarão de usar.

Atualmente, é crescente o número de jovens e até mesmo adultos que seguem essa nova maneira de se vestir e de viver. Grupos, por meio de redes sociais na internet, juntam-se e compartilham experiências e dicas para mostrar que não estão sozinhos e que há mais pessoas que entendem esse novo jeito de viver e de pensar.

O PRECONCEITO CONTRA O ESTILO ALTERNATIVO

O preconceito estético de “pessoas normais” para com quem tem um visual diferenciado é diário, pois o Brasil ainda apresenta traços conservadores em termos de moda e estilo, apesar de existirem grupos com ideias e projetos avançados. De um lado pessoas conservadoras, que não aceitam inovações e se apegam ao convencional e de outro, pessoas com a mente mais aberta para coisas diferentes ou incomuns, aceitando a livre expressão estética.

Muitas empresas não contratam “alternativos” por conta de uma tatuagem muito exposta (nos braços, mãos, dedos, pescoço, perna, peito), um cabelo de cor diferente do padrão (preto, castanho, loiro, ruivo), ou usuários de piercings, alargadores e etc, impedindo, assim, que o seguidor do estilo Alternativo, tenha possibilidade de  trabalhar em uma atividade desejada. Ou seja, não basta estar qualificado para o trabalho; a aparência ainda influencia muito na seleção de funcionários.

Outros fatores de preconceito contra o Alternativo estão nas religiões que muitas vezes consideram as mudanças do corpo como violação ou pecado, e algumas até veem como homossexuais todas as pessoas que aderem ao estilo.

A seguir, apresentamos entrevistas com algumas pessoas que adotaram o estilo alternativo.

Victor Coltri

1. Quando você descobriu que o Estilo Alternativo era um estilo que você iria seguir e levar para a vida?

R: Desde pequeno eu já sabia do que eu gostava. A maior dificuldade foi fazer meus pais entenderem isso, tanto que só realmente mudei de estilo com 16 anos. Na maioria das vezes, eu via fotos de pessoas na internet com cabelos diferentes, piercings e tattoos e eu amava tudo aquilo. Me identifiquei e sigo esse estilo desde então.

 2. Você vê este estilo como um modismo que algum dia irá acabar?

R: Confesso que uma única vez na vida pensei em desistir do estilo porque meus amigos não achavam legal e etc; mas eu pensei muito bem e disse a mim mesmo que eu tenho que ser feliz com o que eu gosto. A única pessoa que tem que ter uma opinião sobre o meu estilo sou eu mesmo.

3. Você sofre muito preconceito por seguir o estilo que segue?

R: Depende do momento. Às vezes vou a festas com pessoas mais comuns. Então o julgamento que eles fazem de mim é bem violento, com xingamentos e “tals”, em outros momentos, vejo as pessoas cochichando e rindo de mim, mas nada disso me influencia a parar

 4. Enfrentou muita dificuldade para encontrar emprego por ter o estilo que tem?

R:  Eu tive apenas um emprego na vida e sigo nesse até então. Não sei se encontraria dificuldade, pois ainda não tentei procurar outra coisa; mas onde eu trabalho, os meus amigos, gerentes e coordenadores amam tudo que eu faço, principalmente nas cores de cabelo. (hahaha)

Amanda Souza

1. Quando você descobriu que o Estilo Alternativo era um estilo que você iria seguir e levar para a vida?

R: Descobri dos meus 12 para os 13 anos.

 2. Você vê esse estilo como uma fase que algum dia irá acabar?

R: Não, até porque já me acostumei a ser desse jeito. Acho que a única coisa que mudaria, seria eu tirar alguns piercings mais pra frente.

 3. Você sofre muito preconceito por seguir o estilo que segue?

R: Não, nunca sofri, bastante gente que me conheceu achou legal meu estilo.

 4. Enfrenta muita dificuldade em encontrar emprego por ter o estilo que tem?

R: Acho que seria mais difícil pra arrumar um emprego, mas têm vários lugares que não ligam muito para o estilo. Eu trabalho por enquanto só aos sábados no estúdio como body piercer.

Luh Butewicz

1. Quando você descobriu que o Estilo Alternativo era um estilo que você iria seguir e levar para a vida?

R: Quando passei a me sentir bem comigo mesma, sem seguir os padrões da sociedade.

2. Você vê esse estilo como uma fase que algum dia irá acabar?

R: Não, pois comecei há mais de 5 anos e a cada dia que passa eu procuro melhorar de alguma forma.

 3. Você sofre muito preconceito por seguir o estilo que segue?

R: Não, são mais críticas dos meus pais mesmo, que por fim acabam não interferindo em nada.

 4. Enfrenta muita dificuldade em encontrar emprego por ter o estilo que tem?

R: Sempre trabalhei pra mim e em empresas de família. Então não sei dizer que tipo de dificuldade encontraria lá fora.

Alessandra Stefani

1. Quando você descobriu que o Estilo Alternativo era um estilo quel você iria seguir e levar para a vida?

R: Eu fui influenciada pelo meu pai desde a infância. O estilo sempre me atraiu e se tornou definitivo a partir dos 13 anos.

2. Você vê esse estilo como uma fase que algum dia irá acabar?

R: Acredito que temos nossas construções diárias, evoluímos cada dia e estamos sempre recebendo novas influências. Mas para mim, meu estilo é algo que sai de dentro para fora e representa minha personalidade e é o que me faz sentir bem comigo mesma, então eu não acredito que seja passageiro, por isso não.

3.  Você sofre muito preconceito por seguir o estilo que segue?

R: Antigamente sim, as crenças alheias eram extremistas demais. Hoje em dia só elogios. (kkkk)

4. Enfrenta muita dificuldade em encontrar emprego por ter o estilo que tem?

R: Não, as pessoas precisam saber separar o estilo da vida social. No emprego você vai ter contato direto com a sociedade que te julga e você precisa estar nesse padrão porque é cobrado, assim como você precisa mudar sua postura lá, também precisa mudar a embalagem. Infelizmente.

Adhauane Stééfani

1. Quando você descobriu que o Estilo Alternativo era um estilo que você iria seguir e levar para a vida?

R: Bom... eu lembro que antes de tudo isso eu tinha um modo bem padrão, passei a ter contato com pessoas com estilos diferentes, porém nenhum me chamou tanto a atenção quanto esse. Um dia uma pessoa que tinha o Estilo Alternativo veio conversar comigo e comecei a fazer perguntas sobre o que precisava fazer para fazer parte desse "grupo" e a pessoa me respondeu "sendo você mesma, se vestindo como quer, sem rótulos". Daí em diante percebi que era esse estilo que eu queria seguir.

2. Você vê esse estilo como uma fase que algum dia irá acabar?

R: Não, pretendo levar essa mesma ideia futuramente , cada vez variando mais tanto na cor do cabelo , quanto na roupa, etc.

3. Você sofre muito preconceito por seguir o estilo que segue?

R: Sim, principalmente de pessoas religiosas que nos veem de um modo diferente, um modo ruim.

4. Enfrenta muita dificuldade em encontrar emprego por ter o estilo que tem?

R: Sim, sempre tem uma desculpa para não contratarem, como: a quantidade de tatuagem ou dependendo a parte do corpo onde foi feita , piercings, cor do cabelo, modo com que nos vestimos , e no caso de meninos o tamanho do cabelo.

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